quarta-feira, 5 de agosto de 2009

AS QUESTÕES DAS NACIONALIDADES

AS QUESTÕES DAS NACIONALIDADES

Nunca como agora me deparei com tantas questões relativas às nacionalidades, ao ser-se ou não Português, Europeu, Ibérico ou coisa que o valhe. O certo é que a questão Europeia tem a sua quota parte de causa da coisa que tanto se tem discutido, ou falado, ou escrito, ou propagandeado, ou, ou, ou, um nunca mais acabar de questões, que se contradizem, e são paradoxais.

A então CEE, foi a via que se encontrou para se poder sustentar uma onda revolucionária mas Novorriquista em que toda a gente passou de uma lamurienta auto-denominada exploração do povo pelo Regime do Estado Novo (o qual é insistentemente apelidado de Regime Fascista), para que, os ditos explorados se arrogassem ao direito de passarem a ser ricos em permuta com os ditos exploradores que deveriam passar a ser perseguidos, depenados e pobres, e, sendo sanadas todas as injustiças, e todo o alegre povo passou a usufruir do direito a ter Casa (ou casas), Carro (ou carros), de todas as regalias que até então eram quase só exclusivos dos (ditos) ricos, onde em cada Lar nada faltava e tudo se poderia adquirir sem dificuldades, até porque o Estado Protector Social, estava para ajudar e aparar tudo o que fosse necessário para que se desse continuidade a esta situação de apoio e de alegria popular em que tudo era possivel. Porém, esta doce alegria de "vacas gordas" e de vertiginosa ascenção económica e social, acabara por se tornar incomportável para o suporte de tais alegrias (o Estado), pelo que, a salvação seria a aderência à CEE. Bela jogada, dos nossos ilustres políticos. Assim, como que passara a existir uma telha de onde caíam muitos e inesgotáveis milhões de patacas e se podería dar continuidade à acção filantrópica novorriquista que se tinha iniciado na era revolucionária "pós 25 de Abril/74" e sobretudo deslizar nas ondas da demagogia, iludindo a maior parte da população com mentiras insustentáveis, mas que soam muito bem a esse mesmo povo, ávido de benefícios e promessas, que não custam fazer, embora se saiba que não se podem cumprir (a menos que continuem a aparecer soluções mascaradas, do tipo da então CEE).

Nesta conformidade, muitas voltas se deram, e não obstante a telha continuar a deixar escorrer aquelas patacas aos milhões de milhões, os tempos foram-se passando e uma coisa é certa, a capacidade de tapar buracos com inovações, de forma a parecer que tudo está bem é extraordinária, se bem que, estes méritos sejam deveras incentivados pelo facto de os proptogonistas se irem enchendo e mesmo que a coisa dê o "berro", os bolsinhos asseguram uma vida farta, dado o respectivo recheio adquirido por via do pagamento da dificil e penosa acção das mentiras e das demagogias já citadas.

Posto isto, estamos prestes a chegar ao ponto em que as "tretas" deixam e poder funcionar, e como os grandes amigos que suportam a actual UE (exCEE), {se são grandes económica e tecnológicamente, seguramente que não são propriamente uns parvinhos} vão, mais tarde ou mais cedo, dar inicio à cobrança destes favores e desta dívida interminável. Mas aqui é que está o "Busilis" da questão. - Para um País que se habituou a gastar e a viver muito acima das suas possibilidades, (pois gasta-se e vive-se como se de um país rico se tratasse), mas que praticamente não produz nada, como será possivel comportar os padrões a que se habituou o seu povo, e dar inicio ao pagamento da dívida?

E eis que surgem aí os Neo-Migueis de Vasconcelos que propõem a reactivação do Iberismo, ou do Integralismo (que não o Lusitano), ou ainda uma Federação de Estados que, neste último caso, poderia muito bem ter a ambrangência da UE, supondo estes que, como também julgavam aquando na entrada da CEE, que os cidadãos irão usufruir das melhores regalias que têm nos Países mais poderosos para os seus próprios cidadãos, supondo que dessa forma se vai alimentar a continuidade do "farró-badó", sem responsabilidades, nem preocupações, nem tampouco o ter que assumir que um país como este não tem que responder pelas asneiras cometidas durante todo este tempo de membro de direitos especiais em privilégios (que o não são nem foram) onde os dirigentes parvos dos outros países dão tudo e nós nada temos que pagar, nem produzir, nem criar, nem coisa nenhuma a não ser Usufruir, gastar, gozar e exigir. Eu, chamo a isto o "chico-espertismo militante" típico do Portuguesinho, como fruto da mentalização que se tem criado nestas mentes que julgam que a tudo têm direito mas que nada se lhes pode exigir.

Tudo isto, a juntar a coisas pequeninas e factos lamentáveis, (que das coisas grandes nem vale a pena falar, porque só as não vê quem não quer) como o facto de há dias ter encontrado em Tavira um Artista que expôs nesta cidade (em pleno Verão) uma série de fotografias de meninas bonitas e outras, e, por aquilo que entendi, estava vendendo as suas obras de Arte, e, quando foi pedi algumas informações sobre os seus trabalhos, disponibilizou-me um cartão de apresentação pessoal, onde constava o seu site na internet, que muito lampeiramente fui visitar. Curiosidade das curiosidades, o senhor artista (apesar de ter um nome muito português), tudo o que tinha na sua página cibernética, estava em Inglês, sem alternativa, nem apelo nem agravo. No dia seguinte, voltei à exposição, e comentei o facto com o dito artista .... Surpresa das surpresas, o homem da fotografia artistica, demonstrou um pesprezo total pela língua portuguesa, garantindo que não tem interesse nenhum em que haja qualquer divulgação dos seus trabalhos na língua de Camões.

Isto é um pouquinho do que se passa neste País de absurdos, de gente absurda, com atitudes absurdas, julgamentos absurdos e com atitudes estúpidas de auto-flagelação, sem sentido e sem referências porque, por tudo isto todas foram pela "borda fora" de um Barco que é o mesmo País em pleno Oceano, há mais Almirantes do que barcos, o que, por tal facto, era suposto que seria muito bem pilotado. Mas parece que o resultado de tudo isto é o Barco ir ao fundo porque todos querem mandar no dito e auferir do máximo de regalias.

Esperemos que com o Natal que se avizinha lá para o mês de Setembro, tudo se transforme com as coisinhas nos "eixos".

Até uma Próxima vez
sou o

Francisco Luiz

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