Um jovem príncipe dos trópicos que desapareceu tragicamentepor RITA ROBY GONÇALVES
Descendente de D. Pedro II, o príncipe Pedro Luiz de Orleans e Bragança era um dos 228 passageiros do voo da Air France que se despenhou no Atlântico. Quarto na linha de sucessão ao trono brasileiro, procurava uma princesa para se casar.Cumpria o mesmo ritual todas as manhãs, e na segunda-feira não foi diferente: acordou muito cedo e ligou a televisão para ver as notícias. Sentado no sofá da sua casa de Petrópolis, D. António de Orleans e Bragança (terceiro na linha de sucessão ao trono brasileiro) fazia zapping até que apanhou de raspão uma notícia que o deixou inquieto – tinha havido um problema com um avião da Air France. Não percebeu mais. Mudou apressadamente de canal mas os nervos não sossegaram com as novidades. Tratava-se do voo Rio de Janeiro- -Paris. Na véspera, às 19.30, o seu filho mais velho, Pedro Luiz, tinha embarcado num avião da Air France em direcção à capital francesa.Desesperado, D. António chamou a mulher, e o calvário começou. Horas mais tarde, D. Isabel de Herédia, mulher de D. Duarte Pio (primo do príncipe), telefonou a Cristina de Ligne (mãe de Pedro Luiz de Orleans e Bragança), mas ela pareceu-lhe surpreendentemente calma. Nessa altura, os destroços do avião ainda não tinham sido encontrados e a princesa de Ligne ainda acreditava que o filho estivesse vivo.Nascido a 2 de Janeiro de 1983 no Rio de Janeiro, Pedro Luiz de Orleans e Bragança tinha 26 anos e era filho de D. António de Orleans e Bragança e da princesa belga Cristina de Ligne (casa da Baviera). Dos quatro irmãos, Rafael, Amélia e Maria Gabriela, Pedro era o único que não vivia no Brasil, estando há dois anos a trabalhar no banco Paribas no Luxemburgo, onde fazia consultoria financeira a empresas.Quarto na linha de sucessão ao trono, D. Pedro Luiz andava nos últimos tempos à procura de uma princesa europeia para se casar. “É possível que estivesse porque na família real brasileira a tradição é que o príncipe herdeiro se case com uma princesa”, disse ao DN D. Duarte Pio.O príncipe brasileiro, um dos passageiros do voo 447 da Air France que se despenhou em pleno oceano Atlântico, regressava à Europa após ter estado no Brasil dez dias a visitar a família, que vive em Petrópolis. No domingo, antes de embarcar, o príncipe, os irmãos e os pais jogaram golfe na parte da manhã e almoçaram juntos. Depois, desceram a serra e a família foi levar D. Pedro Luiz ao Aeroporto Tom Jobim, no Rio de Janeiro. D. António de Orleans e Bragança disse à revista Época que, ironicamente, nesse dia pai e filho falaram sobre trabalho, fé e religião. ” Ele disse-me que estava feliz e que Deus era muito importante na sua vida”, contou.Ao DN, D. Duarte Pio de Bragança corroborou a ideia de que o príncipe brasileiro era um católico devoto. O duque de Bragança descreveu ainda o seu primo com especial carinho: “Era um rapaz alegre, brincalhão e muito jovial.” Numa entrevista recente, D. Pedro Luiz tinha-se referido ao herdeiro da coroa portuguesa com igual ternu- ra, considerando-o amigo e conselheiro.”Apesar da diferença de idades, D. Duarte e D. Pedro Luiz tinham interesses comuns. “Falávamos muito sobre o papel da família real hoje em dia. Também partilhávamos o interesse pela preservação da natureza. Ele dava especial atenção à protecção da floresta tropical”, contou D. Duarte.Com um vasto grupo de amigos em várias regiões de Portugal, D. Pedro Luiz era presença assídua no nosso país. Tinha estado no início de Março na apresentação do livro A Serpente e a Lua, da princesa Michael de Kent, na Fundação Medeiros e Almeida. Nesse encontro falou no seu interesse em começar a trabalhar junto da comunidade portuguesa no Luxemburgo. A sua tia Eleanora, princesa de Ligne, tinha já desenvolvido projectos de promoção de Portugal na Bélgica e o seu tio D. Luiz, chefe da casa imperial, é um entusiasta de Portugal, especialmente pelo Douro. Segundo D. Duarte Pio, o príncipe brasileiro tinha feito planos para regressar a Portugal durante o Verão com o objectivo de passar uns dias de descanso com um grupo de amigos." .........
Fonte : DN
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Daqui envio as minhas condolências a toda a família desta ilustre figura da Aristocracia internacional, assim como também às famílias de todos os que pereceram nesta tragédia.
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Daqui envio as minhas condolências a toda a família desta ilustre figura da Aristocracia internacional, assim como também às famílias de todos os que pereceram nesta tragédia.
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Se se levasse em linha de conta o número do Vôo (447) e se se desse o benefício da dúvida ao que os esotéricos afirmam, talvez esta surpreza não fosse tão grande.
(447 = 4+4+7= 15) 15 é o número de Grande Arcano que não prevê nada de bom.
O Nome deste Grande Arcano no Brasil é conhecido como o "CHIFRUDO".
Se se levasse em linha de conta o número do Vôo (447) e se se desse o benefício da dúvida ao que os esotéricos afirmam, talvez esta surpreza não fosse tão grande.
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